PRESSÃO POPULAR FAZ CONGRESSO VOTAR MP

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Medida Provisória da reforma administrativa, que diminuiu o número de pastas de 29 para 22, precisa ser votada até 3 de junho para não perder validade

De Veja Online

Às vésperas das manifestações em defesa de Jair Bolsonaro, marcadas para domingo 26, os deputados do chamado Centrão recuaram e decidiram votar nesta quarta-feira, 22, a medida provisória da reforma administrativa. O grupo de partidos abriu mão da cobrança para que o governo recriasse os ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

Ainda assim, deputados desse bloco informal, que tem em seu núcleo duro partidos como DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, ainda querem tirar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da alçada do ministro da Justiça,Sérgio Moro, e têm o apoio da oposição.

O acordo para votação foi feito nesta terça-feira 21 em duas reuniões, uma delas de líderes dos partidos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O encontro revelou tensão crescente entre o Legislativo e o Planalto. Maia anunciou ali que nunca teve e nunca terá relações pessoais com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e o clima esquentou.

Nesse cenário, com cotoveladas de Bolsonaro na “classe política”, a votação ocorre em um momento turbulento. Deputados do PSL (partido que, oficialmente, liberou seus filiados a participar dos atos) têm usado as redes para convocar manifestantes. Grupos radicais pedem o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal.

O fato de a Medida Provisória 870 – que reduz o número de ministérios de 29 para 22 – perder a validade no dia 3 de junho é o que mais preocupa o Planalto. Se não for aprovada, todas as fusões serão desfeitas e Bolsonaro será obrigado a recriar pastas. O acerto para que o tema fosse a plenário também teve o aval do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e incluiu outras MPs, como a abertura do setor aéreo ao capital estrangeiro, aprovada na noite de terça.

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