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Os militantes e guerrilheiros comunistas de ontem, sãos os políticos que nos dominam hoje

Os militantes e guerrilheiros comunistas de ontem, sãos os políticos que nos dominam hoje

Matéria do site A verdade sufocada: Os militantes das Organizações terroristas, quando entravam na clandestinidade, abandonavam a família, os estudos, os amigos, uma profissão e até o próprio nome. Tudo passava parte FAZER UM do seu passado. Os contatos com seus cortados eram uma familia e ela não sabia mais nada a seu respeito, nem o seu nome falso, seu codinome e seu endereço. Caso viessem um falecer, seus familiares, Dificilmente, saberiam do ocorrido.

 

 

 

Para viver na clandestinidade, Necessitavam de nova história de vida, de novos amigos, de novo nome, de nova identidade. Para isso não hesitavam em fraudar a lei. Nesse sentido, o mais comum era obterem uma nova certidão de nascimento, com o nome que passariam a usar. Com essa certidão compareciam um um serviço de identificação do Governo, onde eram identificados e de onde saíam com uma nova carteira de identidade, legítima e válida para todos os efeitos legais.

Outro  procedimento era receberem  do Serviço de Inteligência da organização identidades falsas. As cédulas das carteiras de identidade, em branco, eram conseguidas nos assaltos aos Postos de Identificação do governo e as Certidões de nascimento, também em branco , em assaltos aos Cartórios de Registro. Assim agindo, evitavam ser reconhecidos e presos caso procurassem um posto de identificação policial. A partir desse momento, por meios criminosos, oficialmente,passavam  a ser outra pessoa. Essa situação,  em caso de arrependimento,  era de longa e difícil reversão. Só poderia ser conseguida através da Justiça.
Foi o que aconteceu com Carlos Augusto Lima Paz que recebeu, em 1972, do PC do B, uma identidade falsa com o nome de Raimundo Cardoso de Freitas. Em 1985 ele entrou na

 
Carlos / C Raimundo de Freitas

Justiça para retomar sua real identidade, mas não teve sucesso. Somente em dezembro de 2006, a Comissão de Anistia  aprovou o direito de Raimundo voltar a ser quem é: Carlos Augusto.
Quando um terrorista, usando uma identidade obtida de modo criminoso, morria em combate, tínhamos que seguir os procedimentos legais para sepultá-lo.
Obrigatoriamente, eram tiradas as impressões digitais pelas autoridades policiais encarregadas do sepultamento e comparadas com as da carteira de identidade que portava. Confirmado que eram idénticas, o  sepultamento era feito com o nome constante na carteira..
As impressões digitais eram encaminhadas aos Serviços de Identificação para que suas fichas datiloscópicas fossem comparadas e o verdadeiro nome, oficialmente, identificado. Mesmo que nós soubéssemos a  sua verdadeira identidade o reconhecimento oficial demandava tempo e o corpo não poderia ficar insepulto.
No inquérito policial, aberto para apurar a morte, essa situação da dupla identidade era declarada, mas só a Justiça poderia fazer o morto voltar à sua primeira identidade.
Normalmente, as famílias nem sabiam de seu falecimento, apesar de noticiados em jornais, pois desconheciam os seus paradeiros. O morto
 era enterrado numa cova rasa, mas com a exata localização no cemitério . A qualquer momento, a sepultura poderia ser encontrada. Não era, portanto, sepultamento clandestino, nem em vala comum.
Em São Paulo, A maioria dos terroristas mortos em combate foi sepultada no Cemitério Dom Bosco, no bairro de Perus
As famílias dos terroristas mortos que procuraram seus restos mortais, no Cemitério de Perus, pelo nome falso que usavam  ao serem sepultados, os encontraram .
Isto é confirmado pelo site 
www.desaparecidospoliticos.org.br/perus.htm-25k

Gelson Reicher / Emiliano Sessa

: — Em 1973, a família dos irmãos Yuri e Alex de Paula Xavier Pereira descobriu que Yuri estava enterrado no Cemitério de Perus. Procurando o administrador do cemitério, localizou no livro de registros o sepultamento de João Maria Freitas, nome falso usado por Alex.
– Em junho de 1979, alguns familiares foram ao Cemitério de Perus e localizaram outros militantes mortos, sob identidade falsa, como Gelson Reicher, enterrado com o nome de Emiliano Sessa, e Luís Eurico Tejera Lisboa, enterrado como Nelson Bueno.
– Em 1992, foram identificados na Vala de Perus Denis Antônio Casemiro, considerado desaparecido, e Frederico Eduardo Mayr.
– No Cemitério de Perus foram identificados três esqueletos em covas individuais, como sendo de Helber José Gomes Goulart, Antônio Carlos Bicalho Lana e Sônia Maria de Moraes Angel Jones.
– No mesmo cemitério foram identificados os esqueletos das covas onde estavam enterrados Hiroaki Torigoe e Luís José da Cunha. Seus ossos foram retirados e enviados para o DML / UNICAMP.
Passado o prazo legal, que penso ser de cinco anos, como acontece em todos os cemitérios do país, se a família não retirasse os restos mortais e os colocasse num nicho ou em um jazigo, eles seriam exumados e enterrados numa vala comum, juntamente com como ossadas de outras pessoas que se encontrassem na mesma situação.
A esquerda, dentro do quadro de revanchismo a que se impos, explora essa situação e acusa as autoridades de sepultar os “presos políticos” em  cemitérios clandestinos e com em nomes falsos.
Em 1990, Luiza Erundina, então prefeita de São Paulo pelo PT, com a força do seu cargo, ajudou a esquerda nesse processo de “denúncias”, criando a Comissão Especial de Investigações das ossadas de Perus.
Em 4 de setembro daquele ano, a prefeitura de São Paulo abriu com grande

 
   Mayr / Eugênio M Sardinha

estardalhaço, com manchetes e mais manchetes na mídia, a existência da Vala de Perus, localizada no Cemitério Dom Bosco, na periferia da cidade, onde estavam enterradas 1,049 ossadas de indigentes e, possivelmente, de alguns terroristas.
O Sitio 31 de Março, de propriedade do senhor Joaquim Rodrigues Fagundes, foi incluído nas Investigações por vingança, pois eles não aceitavam que um sítio tivesse esse nome. Inventaram que nele estavam enterrados os corpos de muitos “desaparecidos”. As máquinas da prefeitura revolveram o solo do sítio, deixando-o em uma situação lastimável. Como já se esperava, nada foi encontrado. Tudo não passou de um teatro, montado para a imprensa que, aliás, “esqueceu” de publicar o resultado das escavações.
No dia 09/04/2003, o Serviço Funerário do Município de São Paulo publicou no Portal Prefeitura de São Paulo, sob o título: 
SFMSP ajuda a resgatar a história política do Brasil “
uma matéria da qual destacamos:
“O Serviço funerário também participou ativamente da localização das ossadas de mais de mil militantes políticos que foram assassinados e enterrados em vala clandestina do Cemitério de Perus. No dia 4 de setembro de 1990, os corpos foram exumados para análise e identificação.”

Segundo a ONG Tortura Nunca Mais, foram 358 os mortos e desaparecidos em todo o Brasil e no exterior, incluídos os do Araguaia, os que se suicidaram, os que faleceram em acidentes de carro, os mortos em passeatas e arruaças. Já Nilmário Miranda, em seu livro 
Dos filhos deste solo
, aponta 420 mortos, dos quais 23 , segundo ele, não tem motivação política e um dos “mortos”, Wlademiro Jorge Filho, está vivo (página 468 do seu livro). O número portanto cai para 396 mortos.

Torigoe / Massamiro Nakamura

De onde esse Serviço funerário da Prefeitura, na época de Marta Suplicy do PT, tirou os mais de mil militantes políticos, enterrados na Vala de Perus?
Por que mentir de forma tão Leviana? Por que Empregar uma teoria de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, de que uma mentira, repetida muitas vezes, se torna uma verdade? Qual o interesse da prefeitura e por que a irresponsabilidade em afirmar o que é inverídico?
Em 03/09/2005, os jornais do país publicaram matéria a respeito das ossadas de Flávio Carvalho Molina. Segundo o jornal Correio Braziliense
:
“Flávio Carvalho Molina foi enterrado com o nome falso de Álvaro Lopes Peralta, no Cemitério Dom Bosco, em Perus. Posteriormente, seu corpo foi exumado e transferido para uma vala comum, junto com os restos mortais de outros presos políticos, Enterrados como indigentes. Em 1990, a vala foi aberta e 1,049 ossadas exumadas, entre elas as de Molina. ”
A notícia é tendenciosa. Como já expliquei, Flávio tinha de ser sepultado com o nome que usava ao morrer, isto é Álvaro Lopes Peralta. Assim, o corpo foi encaminhado para autópsia ao Instituto Médico Legal, órgão do Governo do Estado de São Paulo, a quem cabia, por força de prescrição legal, a responsabilidade pelo sepultamento. Também, quem lê a noticia é induzido a pensar que as 1,049 ossadas eram de “presos políticos” e não de indigentes.
A bem da verdade, Flávio Carvalho Molina foi sepultado na cova 14, rua 11, quadra 2, gleba 1, registro 3,054. Isso consta no Inquérito Policial, enviado à 2 ª Auditoria Militar, em São Paulo. Se a sua família tivesse lido os jornais da época e se tivesse procurado as autoridades, como o fez em julho de 1979, saberia onde estava enterrado o seu ente querido e poderia, como fizeram

 
 Molina / Álvaro Lopes Peralta

outras, tê-lo exumado, evitando que, após cinco anos, sua ossada fosse sepultada na vala comum, juntamente com indigentes.
Que fique bem claro, Flávio Carvalho Molina não foi enterrado clandestinamente nem com nome falso, paradoxalmente, o último nome que usava também era verdadeiro.
Em junho de 2006, a mídia publicou, com grande destaque, a identificação da ossada de Luís José da Cunha, o “Crioulo”, que morreu em combate em meados de 1973 e teria sido enterrado no Cemitério de Perus como
 indigente.
No dia 29/06/2006 o Correio Braziliense publicou uma matéria seguinte:
“A Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos anunciou ontem a identificação, por amostras de DNA, da ossada do guerrilheiro Luís José da Cunha, mais conhecido como “Crioulo”, da Ação Libertadora Nacional (ALN). Emboscado em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, por uma equipe do Destacamento de Operações de Informações e Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI). “Crioulo” foi morto em junho de 1973 e enterrado como indigente no Cemitério de Perus, na zona oeste da capital paulista.
Os autos da autópsia, recuperados pela Comissão de Mortos em 1995 que revelaram ele foi “brutalmente torturado até  a morte e teve a cabeça arrancada para dificultar a identificação, só possível agora com os avanços da medicina legal”, segundo o presidente da comissão Marco Antonio Barbosa. ”
Na realidade, ele foi morto durante uma ronda realizada por uma Turma de Busca e Apreensão do DOI, às 14 horas e 30 minutos do dia 13/07/1973, na altura do n º 2000 da Avenida Santo Amaro, quando foi abordado para identificação . Reagindo violentamente com sua pistola automática, tentou se apropriar

 Crioulo / José M. dos Santos

do carro onde estavam as jovens Silvia Maria B. Prata, RG 6.094.658, e Patrícia Maria Ernesta Cennacchi, ferindo-as levemente. As duas foram socorridas no Pronto Socorro Santa Paula. Após intenso tiroteio, “Crioulo” caiu ferido, vindo a falecer quando transportado para o mesmo hospital.
Como a família não procurou os restos mortais desse dirigente nacional da ALN no prazo legal, seu corpo foi exumado e transferido para o ossuário do cemitério.
É ridícula e sem nexo a afirmativa do presidente da Comissão de Mortos de Familiares e Desaparecidos, Marco Antonio Barbosa, de que “Crioulo” teve a cabeça arrancada para dificultar uma identificação e ser sepultado como indigente, o que demonstra a má fé da afirmação.
Se é verdade que a cabeça foi encontrada separada do corpo, uma hipótese provável é que a separação tenha ocorrido no ato da exumação da cova rasa para o sepultamento na cova coletiva
A exploração  política, ideológica e comercial do assunto, o desrespeito ao tema e às pessoas envolvidas, emocionalmente ou não, e as acusações grosseiras e  infundadas que não resistem a uma pesquisa séria e cuidadosa, permitem refutar com lógica, com equilíbrio, com fatos e com provas,  a farsa dessa calúnia.
No entanto, até procuradores da Justiça Federal, mesmo cientes deste procedimento legal, usando as suas funções na Justiça, ingressam com ações nos Tribunais e nos acusam da ocultação de cadáveres. As nossas exaustivas justificativas são ignoradas E os Tribunais, mesmo assim, acolhem estas ações.
Segundo publicou a Folha de São Paulo, no final de novembro desse ano, “
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou uma ação na Justiça Federal pedindo a responsabilização do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) e do senador Romeu Tuma (PTB-SP) pela ocultação de cadáveres de desaparecidos políticos  no período da ditadura, nos cemitérios de Perus e Vila Formosa.
De acordo com uma Procuradoria, a ação inclui autoridades e agentes públicos civis e da União, Estado e Município de São Paulo. ”
Como se pode verificar, os corpos de todos esses terroristas não foram sepultados clandestinamente. Foram sepultados oficialmente, com os registros feitos na administração dos cemitérios. As Autoridades  do DOPS e do IML que providenciaram os seus sepultamentos não ocultaram seus cadáveres. Todos foram sepultados em covas individuais  todas identificadas,

A farsa do Cemitério de Perus, publicada com alguma insistência e de forma irresponsável, sem nenhum cuidado jornalístico de preservação da verdade, nem mesmo pelo denominado jornalismo investigativo, continua até hoje enganando o povo e acusando, de maneira sordida, as autoridades policiais, daquela época, de ocultação de cadáveres.

* José Dirceu viveu   15 anos em Cruzeiro d’Oeste / PR com a identidade de Carlos Henrique Gouveia de Melo. Casou, registrou  um filho e fez negócios usando essa falsa identidade. Se tivesse morrido nessa época em acidente ou por doença teria sido sepultado legalmente com esse nome. Hoje seria um “desaparecido”.

www.averdadesufocada.com

 


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