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Depois de linchamentos na Índia Whatsapp restringe compartilhamentos

O WhatsApp é uma das plataformas mais permissivas a um grande problema atual: as fake news. Por meio de grupos fechados, muita gente pode espalhar notícias falsas sem o perigo de ser impedida por autoridades ou pela própria rede social.

Para tentar resolver o problema, o WhatsApp anunciou que financiará pesquisas independentes que abordem esse assunto. O objetivo é aumentar o entendimento sobre o problema das notícias falsas em especial nos países em que o aplicativo é mais popular, como Brasil, Índia, Indonésia e México.

Batizado de WhatsApp Research Awards, o programa dará até US$ 50 mil para a realização de cada pesquisa. As análises poderão abordar temas como a influência do aplicativo em temas como as eleições, por exemplo.  A empresa também está interessada em pesquisas que busquem formas de detectar comportamentos inadequados sem abrir mão da criptografia de ponta-a-ponta, incluída no app em 2016.

“Como podemos detectar atividades ilegais sem monitorar o conteúdo de todos os nossos usuários? Estamos interessados em entender e dissuadir atividades que facilitam a distribuição de informações falsas”, diz o comunicado.

O WhatsApp afirma que dará liberdade para a realização dos projetos e não exigirá que os dados sejam compartilhados. Ao mesmo tempo, os pesquisadores não terão acesso a dados internos do aplicativo.

As inscrições serão feitas pela internet até 12 de agosto e os selecionados serão notificados em 14 de setembro. O WhatsApp pretende apresentar resultados para o público em abril de 2019.

Fake news no WhatsApp causam mortes na Índia

O anúncio do financiamento de pesquisas ocorre como uma resposta à onda de violência registrada na Índia. Segundo o Times of India, 27 pessoas morreram desde maio por conta de boatos espalhados pelo aplicativo.

No domingo (1º), cinco pessoas foram linchadas até a morte em Dhule, uma pequena cidade com cerca de 370 mil habitantes. Os moradores da região suspeitaram que o grupo queria sequestrar crianças depois que um homem tentou conversar com uma menina.

A polícia local afirma que, nos dias anteriores ao linchamento, notícias falsas espalhadas pelo aplicativo que indicavam a suposta presença de sequestradores na região.

Para o Washington Post, a inexperiência de muitos usuários é uma das principais razões para as mortes registradas na Índia. Dos 200 milhões de pessoas que usam o WhatsApp no país, muitas estão tendo o primeiro contato com smartphones.

Com informações: WhatsApp.

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